Uma operação para combater instalações clandestinas de água e luz na região do Vale das Acácias, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), foi iniciada na manhã desta terça-feira (2). A ação é uma parceria entre a Copasa, a Cemig e as polícias Militar e Civil.

Segundo a Cemig, foram inspecionadas cerca de 50 residências e estabelecimentos comerciais. Popularmente conhecidas como “gatos”, as ligações foram retiradas e os equipamentos enviados para laboratório, onde passarão por avaliação. Já a Copasa informou que 40 endereços foram vistoriados pelos agentes.

O furto de água e energia pode render até oito anos de prisão. No entanto, não há informação sobre prisões na operação até o momento. A Cemig calcula que os prejuízos anuais com as irregularidades são superiores a R$ 400 milhões. Já a Copasa informou que o rombo mensal causado pelas instalações clandestinas chega a R$ 13 milhões. 

Conforme a companhia energética, as ligações irregulares podem causar consequências graves e até fatais aos que tentam burlar a lei. “Essa prática traz impactos para o sistema elétrico da região, podendo causar interrupções no fornecimento de energia para clientes regulares, incêndios e queima de aparelhos e equipamentos”, disse, em comunicado.

Em nota, a Polícia Civil afirmou que após a operação, as medidas cabíveis serão adotadas caso haja constatação de crimes e irregularidades. Em caso de atuação da corporação, os trabalhos de polícia judiciária ficarão a cargo da 3ª Delegacia de Polícia Civil de Ribeirão das Neves.

A Copasa disse, também em nota, que o balanço da operação conjunta será informado em coletiva nesta terça, às 14h, com representantes das forças de segurança e das duas companhias.

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