O pai do menino João Miguel, preso por desviar dinheiro arrecadado para o tratamento do filho, foi condenado pela Justiça a sete anos e seis meses de prisão em regime fechado por estelionato. 

Segundo a denúncia, o homem, de 37 anos, foi preso em Salvador, na Bahia, por desviar cerca de R$ 600 mil de um total de R$ 1 milhão arrecadado em campanhas em Conselheiro Lafaiete, na região Central de Minas, com corrida e shows, e ainda nas redes sociais. A defesa dele nega que ele tenha cometido os crimes.

O menino, de 2 anos, enfrentava uma atrofia muscular espinhal (AME), uma doença degenerativa grave e morreu no dia 17 de outubro

Caso João Miguel

Segundo a Polícia Civil, ele foi indiciado por estelionato, apropriação e desvio de valores de pessoa portadora de deficiência, abandono material e falsa comunicação de crime. 

Quem fez a denúncia foi a própria mulher do suspeito e mãe da criança, depois que o homem sumiu sem dar notícias. Enquanto era feita uma campanha para arrecadar R$ 2 milhões para o tratamento do menino de 2 anos, o pai ostentava gastos em um hotel de luxo em Salvador.

A defesa da mãe de João Miguel disse que não vai se manifestar sobre a condenação.

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