Polícia atira em curiosos que se aproximaram de avião que caiu com Marília Mendonça

Marina Proton
mproton@hojeemdia.com.br
10/11/2021 às 08:44.
Atualizado em 05/12/2021 às 06:13
 (Divulgação / CBMMG)

(Divulgação / CBMMG)

Policiais militares precisaram dispersar curiosos que se aproximaram da aeronave que transportava Marília Mendonça e caiu na última sexta-feira (5), em Piedade de Caratinga, no Vale do Rio Doce, em Minas Gerais. Durante a madrugada de sábado (6), horas após o acidente, eles chegaram a realizar disparos de bala de borracha em um grupo que insistia em chegar perto do local da queda. Não há informações concretas, porém, se eles tentariam roubar pertences da cantora ou das outras quatro vítimas do acidente.

Conforme informou a corporação, militares faziam vigilância no local quando foram surpreendidos por um grupo, de quatro pessoas, que se aproximou da aeronave além do que podia. 

“Os policiais advertiram essas pessoas e houve a necessidade de um disparo de bala de borracha. A gente não sabe a intenção dessas pessoas. Elas recuaram quando foram advertidas”, disse ao Hoje em Dia o capitão Jefferson Luiz Ribeiro, da PMMG de Caratinga. 

Ainda de acordo com o militar, policiais fizeram a vigilância do local até essa terça-feira (9), quando o último destroço do avião foi retirado. 

O acidente

Marília Mendonça estava em um bimotor com capacidade para seis passageiros. Segundo informações da Anac, o avião estava em situação regular. A aeronave decolou de Goiânia com destino a Caratinga, onde a cantora teria uma apresentação na noite de sexta-feira. 

A queda deixou cinco mortos. Além da artista de 26 anos, o produtor Henrique Ribeiro, o tio e assessor da cantora, Abicieli Silveira Dias Filho, o piloto Geraldo Martins de Medeiros e o copiloto Tarciso Pessoa Viana também morreram.

O acidente ocorreu próximo a uma queda d’água, na zona rural da cidade mineira. Antes de cair, o avião bateu em cabos de alta tensão de uma torre de distribuição da Cemig. 

Segundo disse o delegado Ivan Salles à TV Globo, os cabos foram encontrados enroscados na aeronave. No entanto, ainda não é possível afirmar que o fio seria o que se rompeu. "Agora, a gente só vai poder afirmar quando a perícia tiver o laudo pericial”, explicou. 

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