A Polícia Civil concluiu, na sexta-feira (6), o inquérito da morte da manicure Nayara Andrade, de 34 anos, executada a tiros em Muriaé, na Zona da Mata mineira, e indiciou um primo da vítima, sargento da Polícia Militar, suspeito de ter cometido o crime.

O assassinato aconteceu em 1º de junho, no salão de beleza da manicure. Ela foi atingida por cinco tiros na perna e no tórax. A vítima foi socorrida, mas não resistiu. De acordo com a Polícia Civil, a motivação do suspeito seria receber um valor entre R$ 15 milhões e R$ 23 milhões em apólices de um seguro de vida em nome da prima.

Investigações

As investigações apontaram que o sargento se passou pela mulher para contratar os seguros em nome dela, além de ter forjado ser a mãe da vítima, falsificando documentos.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Tayrony Espíndola Borges, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Muriaé, o PM tentou impedir o trabalho de investigação oferecendo "vantagens indevidas".

Conforme Borges, "foi constatado que ele adquiriu um veículo em Belo Horizonte exclusivamente para a prática desse crime, veio para Muriaé e depois abandonou esse veículo na cidade vizinha de Viçosa. Os agentes conseguiram localizar o carro e apurar toda essa trama." 

O homem foi indiciado por homicídio duplamente qualificado, mais de 10 tentativas de estelionato e corrupção ativa e encontra-se preso.

O Hoje em Dia entrou em contato com o Ministério Público de Minas Gerais e aguarda um posicionamento sobre a possibilidade da instituição oferecer denúncia.

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