As avenidas Teresa Cristina e Vilarinho, que chegaram a ser bloqueadas durante a chuva intensa da última terça-feira (29), não são as únicas preocupações da administração municipal. Além delas, a Prefeitura de Belo Horizonte mapeou outros sete pontos críticos na cidade que demandam investimentos e atenção devido ao risco de enchentes e inundações. Confira, abaixo, a lista completa:

Região Norte
Av. Cristiano Machado com Av. Sebastião de Brito

Venda Nova
Av. Vilarinho com Av. Dr. Álvaro Camargos

Região Oeste
Av. Tereza Cristina com Av. Palestina
Av. Silva Lobo com Av. Barão Homem de Melo
Av. Francisco Sá com Rua Erê

Região Centro-Sul
Av. Prudente de Morais com Rua Joaquim Murtinho

Região Leste
Av. Andradas com Av. Silviano Brandão

Região Nordeste
Av. Bernardo Vasconcelos com Av. Cristiano Machado

Pampulha
Av. Heráclito Mourão de Miranda com Prof. Clóvis Salgado

 

Obra de prevenção de enchentes no córrego da rua Marselhesa.

Obras são realizadas no córrego da rua Marselhesa, afluente do córrego Bonsucesso, no Barreiro

O secretário municipal de Obras e Infraestrutura Josué Valadão, durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira (1°),  não informou o volume total de investimentos em obras referentes a prevenção de inundações, mas adiantou que, somente para obras de drenagem na avenida Vilarinho, estão sendo usados mais de R$ 300 milhões.

Além disso, a manutenção de infraestrutura da cidade, como limpeza das mais de 60 mil bocas de lobo presentes na capital, demanda o investimento de R$ 100 milhões por ano. Belo Horizonte tem mais de 700 quilômetros de córregos em sua extensão, sendo que 200 quilômetros correspondem a córregos canalizados, enquanto outros 200 quilômetros correm de maneira aberta em áreas de adensamento populacional. 

No vídeo abaixo, Valadão explica o que tem sido feito para resolver os problemas de cada um dos pontos críticos da cidade. Confira:

Projetos e intervenções 

O projeto da obra prevista para resolver os problemas de inundações na avenida Vilarinho teve de ser refeito pela prefeitura. O trabalho deve ser iniciado somente em abril do ano que vem e levar de 18 meses a dois anos para ficar pronto. Segundo Valadão, houve um erro na concepção do projeto e a ideia original poderia acarretar inundações em outros pontos da bacia do córrego Isidoro.

O novo projeto prevê a construção de 12 reservatórios ao longo da Vilarinho e da avenida Dr. Álvaro Camargos, com o objetivo de que o volume de água fique retido, evitando transbordamentos. “Nenhuma obra de drenagem desse porte se faz em curto prazo”, afirmou o secretário.

Uma das principais intervenções para evitar inundações na avenida Teresa Cristina foi a conclusão do túnel Camarões, com a implantação de duas bacias, retendo um volume de água que seguiria para o ribeirão Arrudas. Também há trabalho de microdrenagem nos córregos Olaria e Jatobá, além do tratamento de fundo de vale da sub-bacia do córrego da rua Marselhesa. 

De acordo com o secretário, está em fase de elaboração de projetos as obras de interferências nos pontos críticos das avenidas Silva Lobo, Francisco Sá e Prudente de Morais. No caso da avenida dos Andradas com Silviano Brandão, a prefeitura ainda não fez o levantamento de dados que vão dar suporte à realização de um projeto. 

Para resolver o problema de enchentes na avenida Bernardo Vasconcelos, será construído um canal paralelo ao córrego Cachoeirinha. As obras nessa região, que compreende bairros das regiões Norte e Nordeste, serão realizadas com R$ 147 milhões de um empréstimo assinado com a Caixa no mês passado. A licitação para essa obra deve ser feita no primeiro semestre do ano que vem.  

Para evitar inundações em vias da região Centro-Sul, foi feito um trabalho de desassoreamento da barragem Santa Lúcia, com a retirada de 35 mil metros cúbicos de sedimentos (além de muitos objetos), aumentando a capacidade do reservatório em 40%. Na mesma região, também houve a recuperação estrutural da galeria do córrego Acaba Mundo. 

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