O presidente do Boca Juniors, Jorge Amor Ameal, afirmou nesta quarta-feira (21) que o clube foi prejudicado pela arbitragem, pelo VAR e também pelo presidente do Atlético, Sérgio Coelho, durante partida com o rival no Mineirão, nessa terça. Jorge não comentou a depredação do estádio.

"Hoje, nossos parceiros, fãs, jogadores e equipe técnica, foram prejudicados de forma maliciosa, interpretando a tecnologia VAR de forma maliciosa e intencional", declarou. Segundo ele, o Boca sofreu duas "inexplicáveis ​​derrotas" para o Galo após a anulação injusta de gols. 

Para Jorge, o ato "destruiu o espírito esportivo do torneio de maior prestígio do continente". Por fim, ele manifestou-se sobre a confusão ocorrida na noite dessa terça, que acabou com parte da delegação argentina em uma delegacia da Polícia Civil em Belo Horizonte, sendo liberada após pagamento de R$ 3 mil em fiança.

O presidente do Boca não falou sobre a depredação do estádio em si, em que bebedouros e gradis foram arrancados e arremessados contra policiais, mas disse que o acontecido, em geral, tem relação com as "expressões violentas e ameaçadoras" proferidas pelo chefe do Atlético.

"Também não podemos esquecer que a mais alta autoridade do Clube Atlético Mineiro disparou com expressões violentas e ameaçadoras durante vários dias até chegar aos infelizes acontecimentos, que causaram danos físicos aos nossos jogadores, comissão técnica e dirigentes, que tiveram de ter o retorno atrasado por mais de 12 horas, em situações infelizes para não quebrar a bolha da saúde", disse.

A reportagem procurou a assessoria do presidente do Atlético, Sérgio Coelho, para buscar um posicionamento sobre as críticas, e aguarda um retorno.

O caso

A confusão envolvendo jogadores e comissão técnica do time argentino teve início logo após a derrota para o Atlético, pela Copa Libertadores, no Mineirão, na noite dessa terça (20).

De acordo com a Polícia Militar, alguns integrantes do clube arremessaram garrafas, gradis, lixeiras e até bebedouros contra seguranças do Atlético e funcionários da empresa que administra o estádio.

Os militares foram chamados às pressas ao Mineirão, já que a PM havia sido dispensada de fazer a segurança no local. Em determinado momento, um dos membros do Boca teria cuspido em dois PM's. Foi necessário o uso de spray de pimenta para dispersar a briga.

Por essa razão, parte do grupo foi levada para a delegacia do bairro Alípio de Melo, na região da Pampulha, onde passaram a madrugada. Lá eles foram ouvidos durante a madrugada e liberados apenas na tarde desta quarta, por volta de 12h20 - ou seja, cerca de 14 horas após o início da confusão.

A liberação, no entanto, só ocorreu após dois integrantes do Boca Juniors terem pago R$ 3 mil de fiança, após terem sido autuados flagrante pelo crime de dano qualificado. Além disso, outros seis envolvidos assinaram um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por lesão corporal e desacato, e também puderam seguir rumo à Argentina.

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