Presos, líderes da 'Gangue do iPhone' ostentavam vida de luxo e operavam em shopping popular de BH

Bernardo Estillac
bernardo.leal@hojeemdia.com.br
09/12/2021 às 15:10.
Atualizado em 14/12/2021 às 00:36
 (Foto: PCMG/ Divulgação)

(Foto: PCMG/ Divulgação)

Três pessoas foram presas em Belo Horizonte, sendo dois homens, de 25 e 34 anos, e uma mulher, de 37, suspeitas de comandar uma quadrilha que recepta iPhones furtados e os utilizavam para acessar e roubar a conta bancária dos donos dos aparelhos. O grupo, chamado de 'Gangue do iPhone', movimentou mais de R$ 1 milhão em suas operações, ostentava carros de luxo e vivia em coberturas de bairros nobres de BH. A operação foi detalhada pela Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (9).

De acordo com a Polícia Civil, a organização funcionava dentro de um shopping popular no Centro da capital. Eles trabalhavam com a receptação de iPhones furtados ou roubados. Os aparelhos da marca Apple eram o alvo exclusivo.

Ao receberem os celulares, o grupo fazia contato com a vítima do furto ou roubo por meio de duas estratégias principais. A primeira era via ligação telefônica em que um membro da quadrilha simulava ser um policial e solicitava a senha para desbloqueio do aparelho como parte de uma investigação. A segunda era via mensagem de texto se passando por um serviço da Apple em que um link era enviado e, quando clicado, liberava o acesso ao telefone.

Com o aparelho desbloqueado, a quadrilha acessava aplicativos bancários e, por meio do Pix, transferia valores altos para contas de membros da organização ou laranjas. Feita a operação, os telefones eram reconfigurados para as opções originais de fábrica e revendidos em um box no shopping popular onde atuam. As operações de venda movimentaram mais de R$ 1 milhão, de acordo com levantamento da Polícia Civil.

Segundo a polícia, o grupo ostentava uma vida luxuosa nas redes sociais, publicando fotos de bebidas caras em festas e fotos de relógios de alto valor. Além de morarem em coberturas em bairros nobres de Belo Horizonte, os suspeitos eram proprietários de veículos importados das marcas BMW e Land Rover.

“Durante a extração dos dados dos aparelhos, a equipe localizou diversas fotos deles ostentando caixas, literalmente caixas, cheias de dólares e maços de dinheiro. Imagens deles entrando nesse shopping popular, mostram o relógio caro e a marca do carro com descrições do tipo ‘nós domina’, ‘aqui quem manda é nós’”, explicou a delegada Ligia Mantovani.

Eles foram indiciados por formação de organização criminosa, receptação qualificada e furto qualificado mediante fraude por dispositivo eletrônico.

As investigações seguem para tentar a identificação dos responsáveis pelos furtos e roubos e de funcionários de empresas de telefonia que participavam do esquema fornecendo acesso aos dados dos proprietários dos aparelhos e retirando o impedimento de acesso oferecido pela Anatel à quem perde o telefone celular.

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