O promotor de Justiça de Belo Horizonte, suspeito de matar a mulher, de 41 anos, foi preso na tarde de domingo (4). Ele está sob custódia em uma unidade do Corpo de Bombeiros da capital mineira. A investigação do caso é feita pela Procuradoria-geral do Ministério Público.

Em razão do cargo, o servidor não pode ficar em uma unidade prisional e tem a prerrogativa de ficar detido em casa ou em uma sala especial do Estado. Até o início da tarde desta segunda-feira (5), o suspeito ainda tinha prestado depoimento.

Nesse domingo (4), o Ministério Público e as polícias Civil e Militar estiveram na casa dele. Diligências foram cumpridas no imóvel que fica na região Oeste de Belo Horizonte, onde o casal vivia com os filhos.

“Hoje pela manhã houve uma audiência de custódia para saber sobre as condições que ocorreram o cumprimento do mandado de prisão e de busca e apreensão na casa dele”, disse o atual advogado do promotor, Robson Lucas da Silva. Até a noite de domingo, a defesa estava sendo feita pelo advogado Sérgio Leonardo.

A atual defesa fez uma solicitação ao MPMG para ter acesso aos documentos que constam na investigação para, então, dar continuidade nas medidas a serem tomadas. “Estou aguardando uma procuradora de Justiça providenciar a remessa das cópias. A partir de então, a defesa vai fazer um levantamento e exames das circunstâncias para definir as medidas que serão tomadas”, finalizou.

Pai e irmã prestam depoimento

Nesta segunda (5), o pai e a irmã da mulher do promotor irão prestar depoimento. Segundo informou o pai da vítima ao Hoje em Dia, ambos serão ouvidos às 15h30 na sede da Procuradoria-geral do MP, na região Centro-Sul da capital.

O caso

A mulher, de 41 anos, foi encontrada morta dentro do apartamento do casal. Conforme o boletim de ocorrência, o promotor informou aos militares que, pela manhã, percebeu que ela não estava bem e acionou a ambulância de um hospital particular. A equipe médica tentou reanimar a vítima, sem sucesso.

Ainda conforme o BO, o médico, que já tratava a vítima anteriormente, teria declarado a causa primária da morte como pneumonite, uma inflação nos pulmões que pode ser causada por diversos fatores ou mesmo que ela poderia ter morrido por intoxicação.

Os militares também informaram que o promotor não permitiu a realização dos trabalhos de perícia no quarto onde a mulher morreu.

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