A experiência das aulas presenciais em Belo Horizonte, nesta segunda-feira (26), deverá servir de inspiração para a volta do ensino em cidades da Grande BH. A proposta é do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep), que tem reuniões marcadas com as prefeituras de Contagem, nessa terça-feira (27), e Nova Lima, na quarta.

"Vamos levar às secretarias municipais de educação essa realidade que estamos vivendo na capital. Nos colocamos à disposição e nosso intuito é colaborar para que o retorno também aconteça na Grande BH", informou Zuleica Reis, presidente da entidade. Oficialmente, a retomada do ensino presencial não tem data para acontecer na região metropolitana.

Conforme Zuleica, o objetivo do Sinep, que representa cerca de 60% das escolas particulares de todo o Estado, é apoiar a retomada, começando pelos municípios mais próximos à capital. Nas reuniões agendadas com Contagem e Nova Lima, a entidade vai apresentar os protocolos criados pelo Sinep para o retorno seguro de alunos, professores e funcionários.

 

Contagem

Procurada para informar se existe data prevista para um possível retorno do ensino presencial na cidade, a Prefeitura de Contagem informou que as secretarias de Educação e de Saúde elaboraram um protocolo sanitário para ser apresentado ao Conselho Municipal de Educação e às unidades escolares. Além disso, declarou que mantém diálogo com a rede pública e privada para discutir o tema.

"Entretanto, não é possível determinar uma data para o retorno presencial. Isto só será possível quando os indicadores sanitários da pandemia derem a segurança necessária", declarou. Segundo a prefeitura, quando a retomada puder ocorrer, ela será feita de forma gradual e de forma híbrida, alternando o ensino remoto com o presencial.

Na cidade, conforme o Executivo, são 61.131 estudantes atendidos, sendo 11.328 da educação infantil; 3.261 da educação infantil conveniada; 43.436 do ensino fundamental; e 3.106 da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Outros 3.830 estudam na Fundação de Ensino de Contagem (Funec).

Betim

Na vizinha Betim, o retorno do ensino presencial também segue sem previsão. Segundo a prefeitura, mensalmente são realizadas avaliações sobre o cenário epidemiológico da cidade para a futura retomada das aulas, sendo que já foi elaborado o protocolo sanitário e pedagógico para ser executado quando houver a liberação para o retorno presencial.

Conforme a prefeitura, as unidades escolares municipais receberam verba para se adaptarem aos protocolos de biossegurança e estão em processo de aquisição itens como tapetes sanitizantes, suporte para dispensa de álcool em gel, termômetros, luvas, máscaras e lavatórios que serão instalados na entrada da escola.   

O Executivo de Betim também explicou que o ano letivo está sendo cumprido de forma remota por meio de atividades disponibilizadas pelas unidades escolares.

Nova Lima

Em Nova Lima, a definição da data de retorno do ensino, segundo a prefeitura, é discutida em conjunto com o Comitê de Enfrentamento à Covid-19 e não há previsão de volta das aulas. Enquanto isso, os alunos seguem com a realização remota de atividades entregues pela gestão municipal.

"A Prefeitura de Nova Lima reforça que, desde o início do ano, tem se preparado para o retorno presencial das aulas no município, e a referida reunião faz parte desse diálogo com diversos setores da sociedade", informou, em nota.

Segundo a prefeitura, diversas iniciativas foram tomadas para resguardar os estudantes e profissionais da educação, incluindo a aquisição de equipamentos de proteção individual (EPIs) e a realização de treinamentos para que os servidores estejam aptos para atuar nas escolas no contexto da pandemia, seguindo todos os protocolos específicos.

Em BH  

Zuleica disse que o retorno das aulas em Belo Horizonte foi "excelente" e com adesão, entre 60% e 80% dos alunos, "acima das expectativas" na comparação com outros estados. Segundo ela, isso é mais um argumento que comprova a importância da retomada das atividades, incluindo o benefício da saúde mental dos estudantes.

"O desgaste e prejuízos das famílias são imensuráveis em relação ao estado psicológico e emocional das crianças. A escola precisa ser a primeira a abrir e a última a fechar", afirmou.

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