O Ministério da Saúde se pronunciou na tarde desta quarta-feira (22) sobre a suspeita de que uma mulher que estava na China e foi internada no hospital Eduardo de Menezes, em Belo Horizonte, poderia estar infectada com coronavírus. Segundo a pasta, o caso está descartado para a doença, mesmo cerca de uma hora antes a Secretaria de Estado de Saúde (SES) tratar a internação como suspeita para o vírus.

Segundo o ministério, a paciente não pode estar com a doença pois, conforme definição da Organização Mundial da Saúde (OMS), "só há transmissão ativa do vírus na província de Wunhan", onde houve uma explosão de casos desde dezembro. Conforme o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde de Belo Horizonte (CIEVS-BH), a mulher contou que esteve apenas em Xangai.

"O Ministério da Saúde informa que, até o momento, não há detecção de nenhum caso suspeito no Brasil de Pneumonia Indeterminada relacionado ao evento na China", diz a nota enviada por Brasília.

No início da tarde desta quarta-feira (22), a Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig) informou que uma brasileira de 35 anos havia dado entrada na UPA Centro-Sul na terça (21) e encaminhada "em poucos minutos" para o Eduardo de Menezes, referência estadual em doenças infectocontagiosas, por suspeita de contágio com o novo tipo de vírus.

Apesar de estar com quadro de saúde estável e sem gravidade, a paciente foi colocada em isolamento para evitar qualquer tipo de contágio. A SES havia informado que o caso continuaria como suspeito até que houvesse confirmação ou descarte laboratorial dos exames feitos na mulher.

Viagem

A paciente chegou em Belo Horizonte no último dia 18 e informou que não teve contato com nenhuma pessoa acometida pela doença respiratória quando esteve em Xangai. Mesmo assim, a SES definiu o caso como suspeito pois está em alerta devido a avisos dados pela Organização Panamericana de Saúde (Opas).

Desde terça-feira, a Opas emitiu comunicado de coronavírus. A SES então informou a todas as regionais de saúde mineiras a redobrarem a vigilância com relação a casos de doenças respiratórias suspeitas. A preocupação, conforme o Hoje em Dia mostrou nesta quarta-feira, é com a proximidade do Carnaval, que atrai milhares de turistas ao Estado.

O Ministério da Saúde diz estar monitorando casos da doença e que "tomará as medidas cabíveis" quando houver "definição da situação de emergência pela Organização Mundial da Saúde (OMS)".

Desde dezembro, já foram registrados 473 casos desta nova doença respiratória na China e casos suspeitos foram notificados nos Estados Unidos, Tailândia, Coreia do Sul e Japão. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) norte-americano confirmou a primeira suspeita nessa terça-feira (21), o que motivou o alerta na América.

Os primeiros casos foram notificados no dia 31 de dezembro de 2019. Até esta quarta-feira, 17 pessoas morreram na China, segundo informações do governo local. 

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