Servidores fazem manifestação contra adesão ao Regime de Recuperação Fiscal em frente à ALMG

Bernardo Estillac
bernardo.leal@hojeemdia.com.br
28/10/2021 às 19:34.
Atualizado em 05/12/2021 às 06:09
 (Foto: Vera Lima/ Sind-UTE)

(Foto: Vera Lima/ Sind-UTE)

Servidores estaduais organizaram uma manifestação em frente à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na região Centro-Sul de Belo Horizonte, na tarde desta quinta-feira (28). De acordo com a organização, cerca de 500 pessoas participaram e a principal pauta do protesto era o pedido de adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF).

O RRF tramita na Assembleia desde 2019 e foi proposta pelo governo mineiro como alternativa para renegociação de dívidas. A estratégia prevê que os débitos do Estado sejam quitados em 30 anos, e envolve artifícios como teto de gastos e privatização de empresas estatais. Em outubro, o STF determinou o prazo de seis meses para adesão ao regime.

Para os manifestantes de centrais sindicais e servidores públicos, o RRF não elimina a dívida do Estado, apenas posterga seu pagamento para as próximas gerações.

De acordo com Jairo Nogueira, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Minas, a situação financeira do Estado não justifica a adesão ao regime, que representaria um risco aos servidores e ao Estado. “Além de trazer questões que envolvem o trabalhador, como falta de reajuste e de novos concursos, o Estado perde a autonomia e tem o risco de privatizações”, disse.

Nogueira afirma ainda que novas manifestações contra a adesão ao RRF estão no radar das centrais sindicais, que seguem vigilantes aos votos dos parlamentares estaduais.

  

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