Três pessoas foram presas nesta segunda-feira (8) por associação criminosa em uma rede de prostituição de travestis e transsexuais em Uberlândia,  no Triângulo Mineiro.

A Operação Libertas foi deflagrada pelo Ministério Público do Estado (MPMG). De acordo com as investigações, os suspeitos ameaçavam e agrediam quem aceitava serviços de forma independente do grupo. Contra os detidos também há suspeitas de assassinatos e tentativas de homicídios.

Ainda segundo a Promotoria, as vítimas do esquema eram obrigadas a pagar diárias para utilizar “pontos de prostituição” explorados pelo grupo e instalações mantidas pelos suspeitos, assumindo dívidas cada vez maiores com os líderes da associação criminosa.

Por meio das apurações também ficou evidenciado que os criminosos financiavam procedimentos estéticos realizados de forma clandestina e ilegal.

As investigações indicam que as vítimas eram exploradas financeiramente com a implantação de silicone industrial e que as cirurgias eram realizadas em locais inapropriados e por pessoas inabilitadas. A operação também tem informações de supostas mortes em decorrência dos procedimentos ilegais.

Os três integrantes do grupo podem responder pelos crimes de associação criminosa, exploração sexual, manutenção de casa de prostituição, roubo, lesão corporal, homicídio (tentado e consumado), constrangimento ilegal, ameaça, posse e porte de arma de fogo. 

Segundo o MP, as investigações continuam em andamento, sob segredo de Justiça.

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