A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou, em primeiro turno, nesta quinta-feira (8), projeto que autoriza a prefeitura se unir a outros municípios em um consórcio para facilitar a aquisição de vacinas contra a Covid-19. Foram 36 votos a favor, nenhuma abstenção e nenhum contra. A expectativa é a de que a proposição seja colocada para votação em segundo turno nesta sexta-feira (9).

O PL 71/2021 foi apresentado pelo Executivo à Câmara em 10 de março com a finalidade de agilizar a imunização da população contra o novo coronavírus e, ainda, de atender a eventuais demandas por medicamentos, equipamentos e insumos que sejam necessários aos serviços públicos municipais de saúde. 

Em 5 de março deste ano, a iniciativa já contava com manifestação de interesse de 1.703 municípios, o que abrange mais de 125 milhões de brasileiros, cerca de 60% do total de habitantes do país. 

De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte, a criação do Consórcio Nacional de Vacinas das Cidades Brasileiras (Conectar) irá “colaborar no enfrentamento a um problema iminente que é de todos, a escassez de doses para imunização em massa da população e, a médio e longo prazos, de outros insumos”.

O texto não cita um número específico de imunizantes que seriam comprados. Em meados de março, o prefeito Alexandre Kalil prometeu comprar 4 milhões de doses da vacina russa Sputnik V, mas, após o imunizante ser rejeitado pela segunda vez pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a administração municipal passou a negociar com a Janssen e AstraZeneca.

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