O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e os deputados federais mineiros acreditam que o valor de R$ 1,2 bilhão que será pago pela Ferrovia Centro-Atlântiica (FCA) ao governo federal deverá ser suficientes para viabilizar as obras de expansão do metrô de Belo Horizonte. Sete estações devem ser construídas do bairro Calafate, na região Oeste da cidade, até o Barreiro, usando uma linha férrea que atualmente está abandonada.

Nessa segunda-feira (25), Zema e deputados federais mineiros visitaram a Superintendência da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) em Belo Horizonte, procurando saber como estavam os projetos de investimentos na Linha 1 (Eldorado-Vilarinho) e o de construção da Linha 2 (Calafate-Barreiro). O consenso após a reunião é que os projetos estão avançados, sendo necessário apenas o aval da verba, que ainda precisa ser liberada pelo governo federal.

Apesar de o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, ter prometido em abril que parte do dinheiro da multa da FCA viria para Belo Horizonte, as obras de expansão do metrô dependerão de acordo entre várias pastas e ainda não é possível falar em dinheiro ou prazo garantido para as obras.

METRÔÚltima expansão na linha 1, a única do metrô da capital mineira, aconteceu em 2002.

A solução, segundo a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), passa por uma movimentação política dos deputados mineiros, já que o recurso é garantido por meio da multa. A FCA entrou em acordo com o governo federal por ter abandonado parte da linha férrea do país. "Para onde vai este dinheiro é que o nosso esforço, pois o queremos em Minas", afirmou o deputado Diego Andrade (PSD), líder da bancada mineira no Congresso.

Atualizado

A CBTU diz que os projetos envolvendo a linha 2 estão atualizados, com os 10,5 quilômetros de linha férrea que devem ser construídos apenas aguardando a liberação de verba, sendo que 65% da estrutura, ou seja, terrenos onde os trens precisam passar, já estão construídos, com as obras paradas por falta de verbas.

Contudo, segundo Romeu Zema, os estudos feitos na década passada pelo Programa de Aceleração do Crescimento, que previa as expansões, precisam ainda ser atualizados. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é quem está contratando os estudos para o governo de Minas. A CBTU não comentou sobre problemas nos projetos.

Já a Secretaria de Estado de Infraestrutura de Minas Gerais, que pleiteia administrar o metrô, informou que os serviços geotécnicos e topográficos para os projetos das linhas e 1 e 2 já estão prontos, e que os estudos da linha 3 (Savassi-Lagoinha) já podem ser iniciados. “Estão em fase de conclusão as consultorias técnicas para a elaboração dos projetos para a linha 4 (Eldorado/Betim)”, diz a nota.

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