O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), afirmou nesta quinta-feira (24) que a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), um dos projetos do governador de Minas, Romeu Zema (Novo), vai significar o fim do contrato da empresa de abastecimento de água com a cidade.

“Acho engraçado quando falam em privatizar a Copasa, porque estão querendo privatizar o que não é deles. É a coisa mais simples do mundo e está em contrato, já mandei olhar: no dia que privatizarem a Copasa eles perdem a concessão da água de BH. Estamos falando de uma concessão privada de coisa de 400 milhões por ano”, afirmou Kalil ao falar sobre o risco de desabastecimento na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

O governador já afirmou que vai enviar à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) um projeto de lei para privatizar a Copasa e a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) com o objetivo de buscar a recuperação fiscal do Estado, cujo déficit para 2020 gira em torno de R$ 15,1 bilhões.

Além dessas duas estatais, já foi enviada aos deputados de Minas uma proposta que trata da venda da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), detentora em Araxá, no Alto Paranaíba, do direito à exploração de uma jazida de nióbio, usado em ligas de aço para torná-las mais fortes, resistentes e maleáveis.

A reportagem procurou a assessoria de imprensa do governador e aguarda um posicionamento sobre a declaração de Kalil.

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