O novo secretário de Planejamento e Gestão de Minas Gerais, Otto Levy, criticou as exonerações de servidores comissionados do Estado, durante posse do governador Romeu Zema, na manhã desta terça-feira (1º). Segundo ele, a medida, anunciada pelo ex-secretário de Estado de Planejamento, Helvécio Magalhães, e oficializada em edição especial do Diário Oficial, foi tomada sem planejamento e dificultará os primeiros dias da nova gestão. 

"Fomos comunicados da decisão. Não queríamos que isso acontecesse. Tínhamos um plano de fazer a redução de maneira mais planejada e não da forma como foi feita. A partir de amanhã (quarta-feira, 2), vamos discutir com o governador, mas, obviamente, vamos avaliar e somente as pessoas que efetivamente têm algo para contribuir com o Estado permanecerão", colocou Levy. 

A exoneração de centenas de servidores comissionados de secretarias, fundações, autarquias e órgãos autônomos do Estado, anunciada pelo ex-secretário Helvécio Magalhães, foi publicada na edição especial do Diário Oficial desta terça-feira. O decreto determina o desligamento de todos os ocupantes de cargos comissionados em todos os níveis e assessores enquadrados nos níveis DAD 9  a  DAI 33.

As exceções são os cargos com ocupantes detentores de mandato, a área hospitalar e todo o complexo da segurança pública e prisional, além de áreas específicas de empenho como do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Secretaria de Estado de Planejamento (Seplag), Secretaria de Estado da Saúde (SES) e Secretaria de Educação de Minas Gerais (SEE),  além das direções de recursos humanos de todos os órgãos e secretarias.

 

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