Trabalhadores da Cemig continuam em greve nesta sexta-feira (3). O anúncio da paralisação das atividades foi feito na última segunda-feira (29) e, até o momento, os servidores não possuem data para encerrar a paralisação. Os grevistas se opõem à atual gestão da empresa e à intransigência na negociação do acordo coletivo de trabalho. Os serviços indispensáveis ao atendimento à população, no entanto, continuam mantidos.

Na última quinta-feira (2), os trabalhadores e alguns movimentos populares desocuparam a sede da empresa no bairro Santo Agostinho, região Centro-sul da capital. O acampamento foi montado poucas horas após a deflagração da greve, ainda no início desta semana.

De acordo com o Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria Energética de Minas Gerais (Sindieletro), a ocupação foi encerrada com a presença do político Guilherme Boulos (Psol), que mostrou seu apoio ao movimento e às reivindicações da categoria. “Nós entregamos também a pauta para parlamentares da Assembleia Legislativa de Minas (ALMG), buscando o apoio do Legislativo para fortalecer a nossa causa”, explica o secretário-geral do sindicato, Jefferson Silva. 

Ainda conforme Silva, em resposta ao pedido do Sindieletro, o deputado federal Rogério Correia (PT) acionou a Cemig e marcou uma reunião entre a direção da empresa e parlamentares para discutir as reivindicações dos servidores.

Demandas

Entre as pautas do movimento grevista, destaque para as críticas à atual gestão da empresa. O sindicato afirma que os diretores trabalham para “desmontar” a estatal e acelerar o processo de privatização. Além disso, o Sindieletro critica algumas vantagens dos diretores, incluindo almoço com custo avaliado em R$ 350 pelo movimento.

No anúncio da greve, os trabalhadores endossaram o apoio incondicional à CPI da Cemig e defenderam o afastamento do presidente Reynaldo Passanezi Filho até o fim das investigações em curso na ALMG.

 

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