O Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (Sindtanque-MG) tratou como vitória o congelamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do diesel, anunciado pelo governador Romeu Zema (Novo) nesta segunda-feira (25). No entanto, a categoria entende que a medida não é o suficiente.

De acordo com o presidente da instituição, Irani Gomes, a decisão do governador, que veio após a greve da semana passada afetar o abastecimento em postos de todo o território, não atende completamente aos interesses dos tanqueiros.

“Nós queremos a redução do ICMS, que era 12%, foi elevado para 15%, e nós queremos que ele reduza, volte ao que era. Esse é um pedido da categoria e nós aguardamos que o governo venha a ter essa sensibilidade”, afirmou.

Conforme Zema, o congelamento passa a valer a partir de hoje e permanece por tempo indeterminado. A proposta serve para diminuir o impacto no valor dos bens de consumo primários, o que tem afetado o poder de compra da população. 

Portanto, será cobrado o valor referente a 15% sobre o que vigorou nos últimos dias. Na prática, se o preço desse combustível aumentar, não será computado, afirmou o chefe do Executivo. 

“O combustível subiu nos Estados Unidos, na Ásia e na Europa. No Brasil tem sido pior, porque aqui nós temos vivido uma incerteza política e econômica, o que fez com que o dólar aumentasse muito nos últimos meses e, consequentemente, teve reflexo no preço do combustível”, disse em entrevista à Rádio Itatiaia.

A reportagem do Hoje em Dia procurou o governo de Minas sobre a demanda dos tanqueiros e aguarda o retorno.

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