O Cruzeiro vai à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) protestar contra a arbitragem da partida diante do Operário-PR, que terminou empatada em 1 a 1, nessa quinta-feira (16), na Arena do Jacaré. Por meio de seu Twitter, a Raposa fez um dossiê com lances polêmicos envolvendo o juiz Rodrigo Dalonso Ferreira e o VAR.

O clube celeste se sente prejudicado sobretudo em dois lances. Um deles é o do pênalti, convertido pelo time paranaense, ainda no primeiro tempo.

“No lance do pênalti de Eduardo Brock, o juiz de campo deixa o jogo seguir, e a bola inclusive chega a sair pela lateral. O árbitro permite o reinício do jogo na cobrança de lateral e só depois vai, irregularmente, conferir o VAR. De acordo com as normas do VAR, a partir do momento em que o árbitro permite o reinício da partida em uma nova jogada, o VAR não pode interferir em qualquer lance anterior. E foi justamente o que aconteceu”, escreveu o Cruzeiro.

A outra situação é a do gol de Marcelo Moreno, aos 52 minutos da segunda etapa e que foi anulado pela arbitragem. "No lance do gol de Marcelo Moreno, todas as imagens do VAR são inconclusivas no domínio de Marco Antônio. Assim, a responsabilidade é 100% do árbitro. Como o VAR não possuía a imagem conclusiva, o árbitro sequer deveria ser chamado e deveria ter seguido sua decisão inicial”, disse o clube.

O tento foi anulado em função de um suposto toque da bola no braço de Marco Antônio.

Cruzeiro

Confira abaixo o texto do Cruzeiro na íntegra e mais notícias no portal Hoje em Dia.

“Assim como já fizemos em outras oportunidades, iremos à CBF manifestar formalmente nosso repúdio em relação ao que aconteceu no jogo de hoje. Fomos prejudicados em dois lances capitais, com a interferência do VAR em situações malconduzidas pela equipe de arbitragem.

No lance do pênalti de Eduardo Brock, o juiz de campo deixa o jogo seguir e a bola inclusive chega a sair pela lateral.

O árbitro PERMITE o reinício do jogo na cobrança de lateral e só depois vai, irregularmente, conferir o VAR.

De acordo com as normas do VAR, a partir do momento em que o árbitro permite o reinício da partida em uma nova jogada, o VAR não pode interferir em qualquer lance anterior.

E foi justamente o que aconteceu.

No lance do gol de Marcelo Moreno, todas as imagens do VAR são inconclusivas no domínio de Marco Antônio. Assim, a responsabilidade é 100% do árbitro. Como o VAR não possuía a imagem conclusiva, o árbitro sequer deveria ser chamado e deveria ter seguido sua decisão inicial.

Reiterando: nossa diretoria comparecerá à CBF para se reunir com o presidente da Comissão de Arbitragem, onde externaremos nosso repúdio pelas interferências infelizes que foram fundamentais no resultado final da partida.”

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