Após colapso, BH tenta liberação de verba de R$ 4 milhões para retorno de ônibus

Raquel Gontijo
raquel.maria@hojeemdia.com.br
13/01/2022 às 16:30.
Atualizado em 18/01/2022 às 00:53
Número de viagens aumentará quando acordo for celebrado (Fernando Michel/Hoje em Dia)

Número de viagens aumentará quando acordo for celebrado (Fernando Michel/Hoje em Dia)

As linhas que tiveram o https://www.hojeemdia.com.br/horizontes/120-mil-usu%C3%A1rios-de-%C3%B4nibus-v%C3%A3o-ficar-sem-transporte-em-bh-a-partir-desta-quinta-diz-sindicato-1.871939 (13) podem voltar a circular já nesta sexta (14) na capital. Uma negociação realizada entre a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e representantes do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra) pode resultar na liberaração de mais de R$ 4 milhões para socorrer as empresas.

Em reunião realizada nesta quinta-feira (13) com o sindicato, o prefeito de BH, Alexandre Kalil, disse que a prefeitura foi pega de surpresa com a situação, mas que, seguindo o contrato firmado com o consórcio das empresas de transporte e a PBH, é possível movimentar o valor de RS 4 ,3 mi para as empresas de transporte. “Nós temos um dinheiro que é retido do Detran que é o FGE. De acordo com o contrato, a prefeitura pode usar esse dinheiro para momentos de desequilíbrio. Isso é contratual. Estamos seguindo o contrato”, declarou.

No entanto, Kalil afirmou que o recurso não é da prefeitura e só poderá ser transferido mediante liberação do Ministério Público, que será notificado ainda nesta quinta. Segundo o chefe do executivo, assim que o recurso estiver disponível, a operação das linhas será retomada.

O presidente do conselho do Setra, Robson Lessa, participou da negociação com a PBH e declarou que, com a disponibilização do recurso, a primeira ação a ser feita é a compra de óleo diesel para os ônibus que estão parados. “Vamos promover a volta do ônibus porque a população está sofrendo”, declarou. O representante das empresas de transporte confirmou que o dinheiro também será usado para pagar a folha de pagamento dos motoristas. 

Lessa explicou ainda que um veículo consome aproximadamente 10 mil litros de diesel por dia. Com o preço do combustível a cerca de R$ 5,00, ele explicou que será necessário repassar R$ 50 mil por dia para as empresas que suspenderam o serviço possam voltar a operar. 

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