Alunos do ensino fundamental das redes pública e privada de Belo Horizonte, de 6 a 12 anos, poderão retornar às atividades presenciais a partir do dia 21. Os estudantes vão frequentar a escola duas vezes por semana, por até três horas diárias, e serão divididos em microbolhas – de até seis crianças.

Desde o fim de abril, apenas crianças da educação infantil estavam autorizadas a frequentar os colégios. A ampliação, segundo a PBH, só foi possível graças à aplicação da primeira dose da vacinação contra a Covid nos trabalhadores da área. Os professores receberam a AstraZeneca.

Na avaliação do secretário Municipal de Saúde de BH, Jackson Machado Pinto, o imunizante de Oxford garante segurança ao retorno. “Com três semanas da primeira dose, ela já oferece uma proteção de 74%. Estamos raciocinando em cima disso”, explicou.

A mudança foi estipulada ontem após reunião do prefeito Alexandre Kalil com os membros do Comitê de Enfrentamento à Pandemia. As novas determinações ainda serão repassadas à Secretaria Municipal de Educação (Smed). “É muito importante que toda população saiba que os números estão permitindo tudo que anunciamos hoje”, afirmou o prefeito.

Protesto

Também ontem, antes do anúncio da prefeitura, pais, professores e médicos protestaram na porta do Palácio da Justiça, no Centro da cidade, reivindicando a volta às aulas. O grupo alegava que a situação está insustentável para crianças, adolescentes e famílias após 15 meses sem atividades nos colégios.

Os manifestantes lamentaram o tempo que as instituições estão fechadas e questionaram a posição de sindicatos, que exigiram a vacinação dos professores e funcionários, e agora dizem que as escolas municipais não estão prontas para receber os estudantes. 

A diretora do Sind-Rede/BH, Vanessa Portugal, afirmou que a proteção dos trabalhadores da educação não é a única medida pleiteada pela entidade. “É um ponto importante, não negamos. Mas sempre discutimos que as condições de segurança vão além disso”.

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