Uma coruja foi resgatada pelo Corpo de Bombeiros, na manhã desta terça-feira (27), após ficar presa em uma linha chilena, no bairro Tupi, na região Norte da capital. 

Segundo a corporação, o caso aconteceu na rua Marta Costa da Silva. A ave ficou presa no alto de uma árvore e foi preciso usar técnicas de salvamento em altura para chegar até o animal, que ficou com a asa ferida e foi levado para uma clínica para se tratado.

Risco para as aves

Ainda conforme os bombeiros, um outro caso semelhante mobilizou os militares também na manhã desta terça. Um gavião ficou preso em uma linha chilena no bairro Jardim Roseira, em Igarapé, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Mas ele conseguiu se libertar sozinho. 

No dia 14 de agosto, como informou o Hoje em Dia, um outro gavião teve a asa decepada após ser atingido por uma linha cortante, no bairro Ipê, na região Nordeste de Belo Horizonte. A ave foi encontrada caída no quintal de uma casa e levada para tratamento em uma clínica especializada.

Linha segura

Neste mês, o Hoje em Dia lançou a campanha "Linha Segura", salientando que a principal medida para evitar tragédias é a denúncia do uso ou comércio das linhas cortantes, que pode ser feita de forma anônima pelo telefone 181, o Disque-Denúncia. A campanha contou com a participação do garoto Gabriel Lucas, de 15 anos, que perdeu uma das pernas para a linha chilena.

Além do caso de Gabriel, morador de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, uma criança de Visconde do Rio Branco, na Zona de Mata, também teve uma das pernas amputada, este ano, em Minas. Até o último dia de julho deste ano, antes mesmo do início da temporada de ventos – que vai de agosto a novembro –, o Hospital de Pronto-Socorro (HPS) João XXIII, na capital mineira, já tinha atendido 23 vítimas de ferimentos provocados por cerol ou linha chilena. 

Desde 2002, a utilização e a venda das linhas cortantes são proibidas por lei. Quem for flagrado cometendo a irregularidade está sujeito a multas que variam de R$ 100 a R$ 1.500. Se o uso resultar em prejuízos patrimoniais, ferimentos ou morte, o infrator pode parar atrás das grades.

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