Empresários envolvidos em suposta vacinação clandestina na garagem de uma empresa do ramo de transporte rodoviário de passageiros, localizada na região Noroeste de Belo Horizonte, prestaram depoimento à Polícia Federal nesta segunda-feira (29).

Desde sexta-feira (26), a PF atua na operação “Camarote” e já cumpriu quatro mandados de busca e apreensão expedidos pela 35ª Vara Federal Criminal. A corporação apura, ainda, se a prática configura em crimes de importação de mercadoria irregular ou se houve falsificação de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais.

Segundo a revista Piauí, um grupo de políticos e empresários mineiros, além de familiares, tomaram o imunizante contra Covid-19 de forma irregular na última terça-feira (23). De acordo com a publicação, as doses teriam sido compradas por iniciativa própria e não repassadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), como prevê a lei. Cada imunizante teria custado R$ 600 e seriam da Pfizer. 

Porém, em comunicado à imprensa, a farmacêutica negou “qualquer venda ou distribuição de sua vacina contra a Covid-19 no Brasil fora do âmbito do Programa Nacional de Imunização”. Ainda segundo a empresa, o imunizante Comirnaty ainda não está disponível no Brasil. Na quinta-feira (25), a Polícia Federal abriu inquérito para investigar o caso.

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