O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) decretou, no fim da noite de segunda-feira (3), a prisão preventiva do promotor de Justiça de Belo Horizonte acusado de matar a mulher, de 41 anos, no início do mês passado. Ele está preso desde 4 de abril, sob custódia em uma unidade do Corpo de Bombeiros da capital mineira.

O pedido de prisão preventiva foi enviado pelo Ministério Público do Estado ao desembargador de plantão Marcílio Eustáquio Santos, do TJMG, já na noite dessa segunda, e assinada às 23h59. O prazo da prisão provisória do promotor vencia à meia noite desta terça-feira (4). A notícia foi divulgada pelo Procurador-Geral de Justiça de Minas Gerais, Jarbas Soares, por meio de uma publicação no Twitter. 

Na última sexta-feira (30), o promotor foi denunciado pelo homicídio da esposa de 41 anos. O casal morava em um apartamento no bairro Buritis, na região Oeste de Belo Horizonte, onde a mulher foi encontrada morta no último dia 3 de abril.

Na ocasião do crime, o médico que emitiu um relatório sobre o óbito da mulher teria declarado a causa primária da morte como pneumonite, uma inflamação nos pulmões que pode ser causada por diversos fatores ou mesmo que ela poderia ter morrido por intoxicação. Um laudo do Instituto Médico Legal (IML) sobre as causas, porém, apontou lesões provocadas por asfixia e intoxicação.

Ao Hoje em Dia, o advogado do promotor, Robson Lucas, disse que irá apresentar uma manifestação “assim que o Tribunal de Justiça informar sobre a tramitação do pedido de conversão de prisão temporária em preventiva, ocorrida ontem”, afirmou.

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