‘Não vou acabar’, diz Kalil sobre Via 710, prevista para a Copa do Mundo de 2014

Da Redação
portal@hojeemdia.com.br
10/08/2021 às 15:43.
Atualizado em 05/12/2021 às 05:39

As obras da Via 710, avenida que vai ligar as regiões Leste e Nordeste de Belo Horizonte, não devem ser concluídas pela atual gestão, afirmou o prefeito Alexandre Kalil em entrevista à Rádio Itatiaia nesta terça-feira (10).

Segundo o chefe do Executivo, existe a necessidade de desapropriação de algumas moradias para que a pista seja liberada integralmente. “Tenho que tirar 20 barracões e 10 casas, que o Marcio Lacerda não acabou e eu não vou acabar, porque desapropriação não se faz em cima da perna. Existe justiça na primeira e segunda instância, até na terceira. Começar para não acabar? Tem que ter projeto”.

A via era prevista inicialmente para ser construída em 2012 e entregue a tempo da Copa do Mundo de 2014. Contudo, por causa de ações na Justiça, a conclusão foi postergada. 

A pista, com extensão de 5 km, irá da Cristiano Machado até a avenida dos Andradas, no bairro São Geraldo, na regional Leste. Em fevereiro do ano passado, foi liberado o trecho entre as avenidas José Cândido da Silveira, no bairro União, e a avenida Cristiano Machado, no bairro São Paulo. 

Em maio de 2021, os acessos para os bairros São Paulo e Palmares, na região Nordeste da capital, foram abertos pela PBH. A avenida está sinalizada com travessias semaforizadas e equipamentos de controle de velocidade, com regulamentação de 60km/h.

Por meio de nota, a Prefeitura de Belo Horizonte informou que o valor investido é de, aproximadamente, R$ 120 milhões. "Em desapropriações, a prefeitura investe cerca de R$160 milhões. A conclusão do empreendimento depende do andamento das desapropriações e remoções judicializadas. Neste momento, 25 residências aguardam a decisão judicial em processos de desapropriação e remoção".

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