Onça-pintada Pytu morre no zoológico de BH nesta quarta-feira

Da Redação
portal@hojeemdia.com.br
20/10/2021 às 17:06.
Atualizado em 05/12/2021 às 06:05
 (Humberto Mello/Divulgação)

(Humberto Mello/Divulgação)

A onça-pintada macho de mata atlântica-cerrado https://www.hojeemdia.com.br/horizontes/on%C3%A7a-pintada-macho-pytu-%C3%A9-novo-morador-do-zool%C3%B3gico-de-bh-1.814069, que vivia no Jardim Zoológico de Belo Horizonte há um ano, foi encontrada sem vida nessa terça-feira (19). A informação foi confirmada pela Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica nesta quarta (20). 

A morte está sendo investigada pela equipe técnica do zoo, mas os primeiros indicativos apontam para um quadro de pneumonia aguda.

O animal, de 2 anos, era monitorado constantemente e, segundo a PBH, desde a chegada dele, demonstrou adaptação ao ambiente e estava saudável. No último dia 15, Pytu apresentou respiração ofegante, com ruído e aparência de dor e cansaço. “A partir daí, foi mantido na área de manobra para possibilitar maior observação e controle. Foi iniciada a medicação injetável de antibiótico, corticoide e analgésico, mas não houve melhora com os medicamentos. Dessa forma, a contenção química estava programada para o dia seguinte (19), porém, Pytu amanheceu morto", disse em nota.

A onça chegou à capital mineira em novembro de 2020, trazida do Refúgio Biológico Bela Vista, de Itaipu-Binacional, em Foz do Iguaçu (PR), e era companheira de Janis, fêmea de 17 anos.

Na época, a PBH informou que a vinda do animal ocorreu por conta de uma cooperação técnica com o Instituto Chico Mendes para Conservação da Biodiverisdade (ICMBio) e a Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB). As instituições verificaram que o Jardim Zoológico daqui tinha boas condições para receber a jovem onça.

Duas mortes

Nesta quarta, o zoológico de BH despediu-se do lagarto monitor. A fêmea foi incorporada ao plantel em junho de 2015, em decorrência de entrega voluntária de pessoa física ao Ibama. Diferente de Pytu, o animal já estava com idade avançada, com 24 anos - a expectativa de vida na natureza é de 20 anos - e apresentava degenerações esqueléticas. 

Com o processo de envelhecimento, ele desenvolveu alterações oculares relevantes, que culminaram em um comprometimento irreversível da visão. Já nos últimos meses, vinha perdendo progressivamente o interesse pelo alimento, apesar das constantes tentativas dos tutores. Foi encaminhado aos cuidados da seção de veterinária, que constatou desidratação e doenças relacionadas à idade avançada.

Foi realizada a coleta de sangue e iniciado o tratamento com vitaminas A, C, metronidazol e fluidos para estimular o apetite e reverter a desidratação. Também foi realizado um ultrassom que detectou alteração extensa do fígado, que ocupava quase toda a cavidade celomática e estava repleto de nódulos tumorais. Diante da gravidade do quadro, o animal não respondeu ao tratamento.

Ambos os bichos serão destinados ao Museu de História Natural da PUC.

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