A Backer admitiu, pela primeira vez, que o consumo da cerveja sob investigação pode trazer riscos às pessoas e, por isso, recomendou: “não beba Belorizontina”. Além do rótulo, a empresa mineira ainda diz que a Capixaba, comercializada somente no Espírito Santo, também pode estar contaminada pela substância tóxica dietilenoglicol (DEG).

As duas bebidas são produzidas no mesmo tanque que teve a contaminação comprovada. A suposta intoxicação pelo produto químico teria levado pelo menos 17 mineiros para hospitais. As vítimas desenvolveram a síndrome nefroneural. Uma delas morreu. Outro óbito também é investigado.

"O que eu quero é que meu cliente seja protegido. Não beba Belorizotina. Eu não sei o que está acontecendo. Então, não beba Belorizontina de qualquer lote até que tudo seja resolvido", recomendou diretora de marketing da Backer, Paula Lebbos.

Segurança

Com relação aos demais rótulos da Backer, que nesta terça-feira (14) começaram a ser recolhidos após determinação do Ministério da Agricultura, a empresa informou que apenas a Belorizontina é alvo da investigação e teve o tanque lacrado. “Queremos que tudo seja esclarecido o mais rápido possível. Por enquanto, recomendamos que não seja bebida Belorizontina e Capixaba de qualquer lote”, reforçou Lebbos.

Em coletiva nesta terça, a empresa reafirma que não utiliza o DEG em qualquer fase de produção das cervejas e colabora com as autoridades para que o caso seja solucionado. Todas as notas fiscais das compras de insumos da cervejaria foram entregues às autoridades. 

"Em 20 anos, a Backer nunca comprou o dietilenoglicol. O monoetilenoglicol é utilizado nos 70 tanques da empresa. E ele é utilizado por centenas de outras cervejarias do Brasil e do mundo", garantiu. 

Vistoria

Minutos antes da coletiva, equipes da Polícia Civil e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) estavam na cervejaria, que fica no bairro Olhos D'Água, região Oeste de Belo Horizonte, para inspecionar o tanque 10, onde era produzida a Belorizontina e a Capixaba, além do reservatório de monoetilenoglicol.

Apoio

A Backer informou que, a partir desta terça, entrará em contato com os familiares das vítimas que possivelmente foram intoxicadas com a cerveja contaminada. "Não entramos em contato antes para resguardar às famílias. A gente não sabia o que estava acontecendo. Mas, a partir de hoje, já estruturamos pessoas para entrar em contato com às famílias e oferecer a ajuda que eles precisarem", disse Lebbos.


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