Um homem de 44 anos, suspeito de ter matado uma vigilante de 46 anos na sede do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), na região Centro-Sul de Belo Horizonte, foi indiciado por homicídio duplamente qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima. O inquérito foi concluído pela Polícia Civil e encaminhado à Justiça em 8 de outubro, mas comunicado apenas nesta terça-feira (19).

O crime aconteceu em 29 de setembro. Segundo informações da Polícia Militar, a vítima estava saindo do trabalho quando foi surpreendida pelo suspeito, que era porteiro no edifício. Ele teria tomada a arma da mulher e atirado contra ela. 

Depois do crime, o homem fugiu do local de ônibus. Ele foi localizado e preso em flagrante no mesmo dia, quando tentava embarcar na rodoviária de Lagoa Santa, na região metropolitana. 

Testemunhas contaram aos policiais que o suspeito enfrentava problemas psicológicos. Por outro lado, segundo a delegada responsável pelo caso, Michelle Manzalli, o homem já foi investigado pela Delegacia Especializada de Crimes Contra a Vida em 2003 e não aparenta ter problemas.

Na época do crime, a polícia informou que o suspeito chegou ao trabalho com uma hora de antecedência e esperou pela vítima dentro da sala dos vigilantes. Os dois teriam discutido, e o homem se recusou a deixar o local. Quando ele conseguiu tomar a arma da vítima, efetuou os disparos.

Uma das motivações do crime seria uma série de discussões que os dois estariam tendo pelas redes sociais. O desacerto era comum tanto entre a dupla como entre os grupos de vigilantes e porteiros.

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