As contas verificadas do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), saíram do ar na noite dessa terça-feira (26) após um suposto ataque hacker. Os perfis em duas redes sociais não estão mais ativos.

No Twitter, o mandatário possui mais de 1,2 milhão de seguidores. No Instagram, são mais de 256 mil. A página no Facebook segue em funcionamento, com 133 mil curtidas.

Redes Sociais Kalil

Conta de Kalil no Twitter está fora do ar

Em nota, a prefeitura da capital informou que todas as providências estão sendo tomadas para que as redes sociais voltem ao ar. “A Delegacia de Polícia Especializada em Investigação de Crime Cibernético está sendo acionada”.

A reportagem do Hoje em Dia procurou a Polícia Civil para saber mais detalhes da investigação, no entanto a corporação afirmou que ainda não foi acionada.

O “sumiço” das redes sociais acontece uma semana depois de polêmicas envolvendo o gestor. Áudios divulgados mostram que Kalil sugere que empresários de ônibus de BH estão pagando a defesa de Célio Bouzada, ex-presidente da BHTrans, alvo de CPI.

Em coletiva, o chefe do Executivo municipal se defendeu, afirmando que a conversa foi distorcida e que as gravações são “clandestinas”. Ele alega que o conteúdo se trata de pequenos trechos de uma conversa mais longa.

Ataques hackers

Em junho deste ano, o site da PBH foi invadido por hackers duas vezes. À época, a administração municipal informou que nenhum dado havia sido perdido ou vazado, e que o portal ficou “poucos minutos fora do ar”.

Os invasores criticaram a gestão do chefe do Executivo. “Prefeito Kalil, todas as suas ações como gestor de uma das maiores capitais brasileiras serviram para o fim de manter burocracias e destruir a economia”.

No dia em que Kalil anunciou a ampliação dos horários de bares e restaurantes na capital, os autores também reclamaram da gestão em meio à pandemia. “Os empresários de Belo Horizonte te amaldiçoam. Fechar os comércios não faz de você um salvador de vidas, mas um parasita que tira a comida de todos que dependem do próprio trabalho e não da política”.

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