A Polícia Civil recebeu mais uma denúncia de supostos abusos sexuais que teriam ocorrido dentro do Colégio Magnum, em Belo Horizonte. Desta vez, além do estagiário de educação física, que teve o nome ligado a supostos estupros contra duas crianças de 3 anos, um professor também foi citado no caso. 

A PC informou que "equipes estão nas ruas buscando mais informações" e as investigações correm sob sigilo de Justiça.  Até terça-feira (8), 18 pessoas foram ouvidas no inquérito. "Como se tratam de depoimentos de crianças, os trabalhos demandam mais tempo, podendo durar horas", ressaltou a polícia. O professor citado deve prestar depoimento nos próximos dias.

Denúncia

Na nova denúncia, o pai fala que, após tomar conhecimento das ocorrências envolvendo dois alunos da escola, conversou com o filho de 4 anos para saber se ele teria sido abusado. O menino nada relatou, mas, de acordo com o pai, durante reunião realizada no Colégio, na última segunda-feira (7), ouviu de outro pai que o filho dele e outras três meninos teriam sido abusados.

No boletim de ocorrência, o pai disse que ficou sabendo que o estagiário e o professor brincariam de pegar nas partes íntimas das crianças. E ainda: que uma das crianças teria falado que as quatro eram levadas para um quartinho e que lá teria uma cama.

Defesas

Sobre a nova denúncia, o Colégio Magnum declarou que "não recebeu nenhum comunicado dos órgãos oficiais e que os boatos sobre as instalações internas não procedem". No comunicado, a instituição frisou que afastou o estagiário da instituição para preservar a integridade de todos os envolvidos e que está colaborando com as investigações. "É importante ressaltar que as autoridades envolvidas estão muito dedicadas no esclarecimento do caso e isso nos traz esperança de que, logo, a verdade virá à tona", informou, em comunicado.

O estagiário que teve o nome envolvido nas denúncias nega veemente que tenha cometido os crimes. Ele afirma que não tem autonomia para ficar sozinho com as crianças e que vai provar que é inocente. Em entrevista ao Hoje em Dia, o jovem, que tem 22 anos, também declarou que está recebendo ameaças.

O advogado Fabiano Lopes, que representa o suspeito, foi procurado para comentar as novas denúncias, mas ainda não se manifestou.

Confira a íntegra do comunicado do Colégio Magnum
 
A todo momento, desde que teve conhecimento do caso, a escola tem tomado todas as providências necessárias para auxiliar na apuração. Continuaremos com a nossa conduta responsável, sem expor nomes, dando assistência jurídica e psicológica para todos os envolvidos. Neste momento, o inquérito tramita sob sigilo, e a escola respeita essa orientação.

Reafirmamos que o afastamento do colaborador, na última semana, visou preservar a integridade de todos os envolvidos e a transparência da apuração do caso. Em relação às suposições ocorridas hoje, a escola atesta que não recebeu nenhum comunicado dos órgãos oficiais e que os boatos sobre as instalações internas não procedem.

É importante ressaltar que as autoridades envolvidas estão muito dedicadas no esclarecimento do caso e isso nos traz esperança de que, logo, a verdade virá à tona. A escola lamenta a ocorrência de falta de conduta ética por algumas pessoas nas redes sociais e em outros meios. Afinal, vidas estão sendo expostas sem que a investigação tenha sido concluída.


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