Todo mundo sabe o valor de consumir um alimento da safra – nutricionalmente mais rico, mais disponível e, por este motivo, também mais barato. O que nem sempre é de conhecimento de todos são as variadas formas de explorar o seu uso na cozinha. Julho é o mês do abacate, da carambola e da couve-flor. Consultamos três chefs de Belo Horizonte para dar dicas práticas e criativas de como aproveitá-los ao máximo.

A carambola, por exemplo, que é originária da Ásia e, no Brasil, consumida quase sempre in-natura, pode ganhar ares de estrela (com o perdão do trocadilho) num refinado chutney com toque de maracujá. A dica é da chef Cidinha Lamounier, no curso de Gastronomia das Faculdades Promove, em BH.

“É adstringente e tem o poder de limpar o paladar. Suculenta, tem sabor adocicado. Por carregar bastante acidez, fica bem em preparos servidos com carnes suínas, mais untuosas. Além disso, pode ir na salada, na geleia, numa calda ou mesmo ser usada no lugar do vinagre ou do limão”, ensina a chef.

A ressalva da “fruta-estrela”, como também é chamada, fica por conta do ácido oxálico, substância que pode ser tóxica para quem tem problemas renais, conforme a coordenadora do curso de Nutrição das Faculdades Kennedy, Natália de Carvalho Teixeira.

Pra todo gosto

Ingrediente principal do guacamole, o abacate também não faz feio na cozinha, principalmente quando está no auge do cultivo. Disponível em diferentes variedades – do avocado, menorzinho e menos doce, ao geada, o mais cremoso deles –, pode virar tempero, “manteiga”, prato salgado ou uma deliciosa sobremesa.

Para evitar a oxidação, iniciada assim que a polpa tem contato com o ar, e conservá-lo verdinho, dois truques simples. “Pincele um pouco de suco de limão em toda a superfície ou guarde-o com o caroço, mas embrulhado em um plástico filme bem firme, na geladeira”, ensina a chef Giovanna Giannetti. Confira outras sugestões dela, que é também professora de culinária em BH, na infografia no fim da matéria.

Curinga

Proprietária da Experimente Cozinha Food Lab, no Santa Lúcia, na capital mineira, a professora de culinária Sabrina Gomide é fã da couve-flor, segundo ela um ingrediente-curinga, que pode ser usado até para substituir o arroz. “Combina com uma porção de coisas, podendo ser usada em comidinhas no lugar de um carboidrato”. 

O legume também permite ser usado por completo, sem gerar desperdício. O talo, por exemplo, pode ser cortado em quadradinhos e refogado com espinafre. Outra possibilidade de uso dele é batido em creme para engrossar molhos.

Confira dicas para aproveitar ao máximo cada alimento e informações nutricionais:

couve-flor

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abacate

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carambola

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