As práticas de isolamento e distanciamento social, bem como as medidas de higiene e uso de máscaras, só devem se encerrar no Estado quando houver uma vacina ou outro remédio capaz de combater a Covid-19. A informação foi passada pelo secretário adjunto de Saúde, Marcelo Cabral, durante coletiva na Cidade Administrativa, nesta sexta-feira (3). Conforme o gestor, a sociedade viverá uma nova realidade, com a mudança de hábitos da população. 

"Os cuidados de distanciamento, de higiene, deverão ser mantidos. Enquanto não houver [vacina], a expectativa é que se mantenha a necessidade de distanciamento, de isolamento, de uso de máscara, até que nós tenhamos, pelo menos, uma diminuição e caminhemos no sentido da descoberta de uma droga", disse.

Além disso, o chefe-adjunto da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) relembrou que, até a chegada ao pico de casos de Covid-19 em Minas, situação prevista para daqui a 12 dias, a expectativa é de aumento de casos da enfermidade e de mortes provocadas pela doença no território mineiro.

"A tendência, a estimativa, é que esses números aumentem, tanto no que se refere à infecção, quanto, infelizmente, aos óbitos, o que sempre nos causa um grande desconforto e a sensibilidade em relação às famílias. Mas é importante destacar que esses dados são sempre estimados", informou Cabral.   

Segundo o gestor, a estimativa é resultado de cálculos e de indicadores científicos e técnicos. O gestor reafirmou a importância das medidas de isolamento social e higiene como forma de permitir que a capacidade do Estado se mantenha apta a entender todos que precisarem.

Apesar da estimativa indicar um caminho ruim, o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, informou que, caso os números venham a cair, a administração estadual está preparada para sinalizar medidas de flexibilização aos municípios por meio do programa de relaxamento controlado do isolamento Minas Consciente.

"Não é momento de, forma nenhuma, nesses próximos 15 dias, de nós falarmos em flexibilizar o isolamento. Passado o que são as projeções de pico, nós precisaremos avaliar o que está acontecendo", afirmou Amaral.

Vacina contra gripe

Os gestores voltaram a pedir à população em geral que compareça às unidades básicas de saúde para proceder com a vacinação contra a gripe. Segundo a SES-MG, 97,49% do público-alvo da campanha de vacinação, encerrada nessa terça-feira (30), se imunizou contra o vírus Influenza. As vacinas que sobraram devem ser utilizadas pelas pessoas em geral. "Não pode ficar vacina parada", declarou Amaral. 

Testes rápidos da Covid-19

Por fim, o Estado informou que, na atualidade, existe uma impossibilidade de separação dos dados de testes feitos exclusivamente na rede privada e na rede pública. De acordo com o chefe da SES, o Estado é um consolidador das notificações, mas o formato de alimentação dos dados não oferta informação completa sobre a temática.

"As notificações habitualmente chegam pelo eSUS-VE, de Vigilância Epidemiológica. E, nessas notificações, o que nós temos é o exame e o CPF da pessoa. Então, não vem se foi realizado na rede pública ou na rede privada", explicou Amaral.

Até esta sexta-feira, segundo o governo, foram notificados 193.165 testes sorológicos realizados no Estado, tanto pela rede pública quanto pela rede privada. O total de testes rápidos positivos é de 31.215, com taxa de positividade de 16,16%. Na última sexta (26), eram 119.974 testes sorológicos. "Desse número, 20.191 testes deram positivo, o corresponde a 16,83% do todo", afirmou o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, na ocasião.