A morte de uma família que aproveitava o primeiro dia do ano em uma cachoeira de Guapé, no Sul de Minas, fez o número de vítimas das chuvas em Minas subir para 11. O homem de 45 anos, a mulher dele, de 39, e a filha do casal, de 17, estavam em uma das cachoeiras do Parque Ecológico do Paredão, quando uma chuva intensa na cabeceira do rio causou a chamada cabeça d'água, fazendo com que o volume das águas aumentasse subitamente. Os três foram foram arrastados. 

O fenômeno é repentino e difícil de prever, mas ao menor sinal de um aumento súbito no volume ou a percepção que a água ficou mais suja de repente, a orientação é afastar-se das margens, na medida do possível, e seguir para uma área elevada até que o fluxo se normalize. 

Até então, a última morte no período chuvoso havia acontecido na véspera de Natal, em 23 de dezembro, quando uma mulher de 22 anos foi arrastada por uma enxurrada no Barreiro. Já no dia 13 do mesmo mês, quando vários carros foram arrastados por uma enxurrada em Ibirité, um homem de 37 anos acabou ficando em cima de um veículo e morreu após cair. 

Em Muriaé, uma mulher de 41 anos também foi arrastada por uma enxurrada no centro da cidade, chegando a ficar submersa embaixo de um veículo no dia 6 de dezembro. E no dia 2 daquele mês, o motorista de um aplicativo, de 36 anos, teve o carro arrastado por uma enxurrada em Sete Lagoas, e acabou morrendo, assim como a passageira que ele levava, de 60 anos. 

Em outubro, uma mulher de 46 anos foi atingida por um tronco de eucalipto às margens do rio Sapucaí, em Santa Rita do Sapucaí, durante uma chuva de granizo e acabou morrendo, assim como um homem de 50 anos que foi levado por uma correnteza durante uma tempestade em Viçosa.

A primeira vítima contabilizada no período chuvoso é um homem de 29 anos que morreu devido a uma descarga atmosférica em Januária. Ele e a tia, de 68 anos, estavam sentados em uma banco na área de uma casa quando foram atingidos por um raio. A mulher sobreviveu.  

Estragos

Durante o período chuvoso, 18 cidades do Estado chegaram a decretar situação de emergência por conta dos estragos causados por inundações, enxurradas, alagamentos e chuvas de granizo. Outros 27 municípios também foram afetados pelas fortes chuvas, mas não chegaram a decretar situação de emergência. 

Leia mais:

BH deve receber chuvas mais fortes e trovoadas neste fim de semana; previsão demanda cuidados
Período chuvoso deixa oito mortos em Minas; 17 cidades já decretaram situação de emergência